Parque Nacional da Serra dos Órgãos

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos foi a 3ª Unidade de Conservação criada no país, em 1939. Ele tem a maior rede de trilhas do Brasil com mais de 130 km em todos os níveis de dificuldades, além de abrigar mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas, 462 espécies de aves, 105 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis, sem contar 130 animais ameaçados de extinção e espécies endêmicas que só existem lá.


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Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Rio de Janeiro
Município: Petrópolis, Guapimirim, Magé e Teresópolis
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 10.527 hectares
Diploma legal de criação: Criado em 30/11/1939, Decreto N. 1.822; Decreto-Lei 90.023 de 02/08/1984.
Coordenação regional / Vinculação: Parna federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Contatos: Sede Petrópolis: Estrada do Bonfim, s/no.

Corrêas – Petrópolis – RJ
Tel: (24) 2236-0258 / 2236-0475

Sede Teresópolis: Av. Rotariana s/no.
Alto – Teresópolis – RJ
Tel: (21) 2642-4072 / 2152-1111

Sede Guapimirim: Km 98 da BR 116 - Guapimirim – RJ (subida da serra de Teresópolis)
Tel: (21) 3633-1898

Índice

Localização

Municípios de Petrópolis, Guapimirim, Magé e Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.

Como chegar

A entrada principal do Parque Nacional da Serra dos Órgãos fica na cidade de Teresópolis, na Av Rotatoriana, que interliga a BR 116 Rio-Bahia, na altura do km 89,5. A entrada fica ao lado da ponte do rio Paquequer, próximo ao Mirante do Soberbo e ao Portal da Cidade. Para chegar à Teresópolis é preciso seguir pela BR 116 no sentido Rio-Teresópolis.

Na sede em Petrópolis, a entrada fina no bairro do Bonfim, em Corrêas. O acesso é feito pela BR 040, Rio-Juiz de Fora. Do centro de Petrópolis, o acesso é através da Estrada União-Indústria que margeia o rio Quitandinha. Já a sede em Guapimirim fica localizada na subida da serra no km 98,5 da BR 116, a 74 km do Rio de Janeiro.

Ingressos

O horário de funcionamento é de 8:00 às 17:00.

O valor do ingresso individual é R$ 11,00 para brasileiros, mas a entrada para o visitante que irá percorrer as trilhas é R$ 16,50.

Moradores dos municípios de Guapimirim, Magé, Petrópolis e Teresópolis têm 80% de desconto. Membros de clubes excursionistas têm desconto de 50% e maiores de 60 anos e menores de 12 anos são isentos.

Para estrangeiros, o ingresso custa R$ 22,00 e o turista que utilizar as trilhas a entrada terá o valor de R$ 33,00.

O estacionamento de veículos no parque é R$ 5,00.

A venda de ingressos antecipados é feita apenas nas bilheterias do parque. Os ingressos são vendidos com no máximo 7 dias de antecedência.

Veja a tabela:

Ingresso *** Utilização de trilhas de montanha, primeiro dia Montanha, dias adicionais (sábados, domingos e feriados) Montanha, dias adicionais (2º a 6º feira) Brasileiros R$ 11,00 * R$ 16,50** R$ 8,25 R$ 1,65 Estrangeiros R$ 22,00 R$ 33,00 R$ 16,50 R$ 3,30

Onde ficar

Para o camping é cobrado o preço de R$ 6,00 o pernoite por pessoa. Para passar a noite no Abrigo Quatro da Pedra do Sino, é preciso fazer reservas por telefone: (21) 2152-1120.

Objetivos específicos da unidade

Os objetivos específicos do Parque foram definidos com base na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC (Lei nº 9985/2000), nos objetivos estabelecidos para a categoria de “manejo Parque Nacional”. Os objetivos estabelecidos no decreto de criação do PARNASO constituem: Proteger aporção do refúgio pleistocênico Rio de Janeiro, importante centro de endemismo e diversidade. Assim como preservar a área central do Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar, maior porção remanescente da floresta atlântica.

Preservar as diferentes fitofisionomias e organismos associados ao longo do gradiente altitudinal na floresta pluvial sub-montana, na floresta pluvial montana, na floresta pluvial alto-montana, nos campos de altitude e na vegetação rupícola.

Proteger elementos singulares da paisagem, como monumentos geológicos de caráter único, tais como o Dedo de Deus. Contribuir para a manutenção dos padrões climáticos da região que exerce atração turística. Proteger os recursos hídricos, especialmente as nascentes e mananciais das bacias hidrográficas que nascem no Parque, tais como: Soberbo, Caxambu, Beija-Flor, Paquequer e Roncador.

Preservar o patrimônio genético, espécies raras, endêmicas e ameaçadas, como a Saudade-de-asa-cinza Tijuca condita, sapo-pulga Psyllophryne didactyla e opilião-de-ferradura-neon Graphinotus Therezopolis. Preservar espécies bandeiras para a conservação, como o palmito-jussara Euterpe edulis, a bromélia-imperial Alcantarea imperialis, o samambaiaçu Dicksonia sellowiana, o trinca-ferro Saltator similis, a jaguatirica Felis yaguarundi e o muriqui-do-sul Brachyteles arachnoides, um dos primatas mais ameaçados do mundo.

Propiciar a visitação, lazer e recreação de forma ordenada, voltados para a sensibilização ambiental e a valorização e conservação do patrimônio natural. Propiciar a prática de montanhismo e escalada respeitando princípios de mínimo impacto e segurança.

Preservar o patrimônio histórico-cultural, como a Capela de Nossa Senhora da Conceição do Soberbo. Promover a educação ambiental, constituindo-se como espaço pedagógico difusor de conceitos e práticas ambientalmente corretas em nível regional. Promover a integração com as comunidades do entorno visando a proteção e a minimização dos impactos ambientais. Incentivar e dar suporte a pesquisas específicas e interdisciplinares que gerem conhecimento sobre a região e auxiliem na formulação de estratégias de conservação.

Histórico

Criado em 30 de novembro de 1939, sendo a 3ª Unidade de Conservação criada no país, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é composto por uma extensa área que abrange os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, na região serrada do Rio de Janeiro. Sua criação teve como objetivo a proteção da paisagem e da biodiversidade na Serra do Mar.

O Parnaso é uma das unidades de conservação mais conhecidas e visitadas do Brasil e é o terceiro Parque Nacional mais antigo do país – apenas atrás do PARNA Itatiaia (1937) e PARNA Iguaçu (1939) que o antecederam.

O Parnaso oferece diversas opções de lazer como piscinas naturais, cachoeiras, trilhas, abrigos de montanha, camping, centros de visitantes e áreas para piquenique.

Atrações

O parque tem a maior rede de trilhas do Brasil com mais de 130 km de trilhas para trekking em todos os níveis de dificuldade, como a trilha suspensa, até a travessia Petrópolis-Teresópolis com 30 km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.

As escaladas também são algumas das atrações como o Dedo de Deus e a Agulha do Diabo. Todas as trilhas e atrativos do parque podem ser visitados sem o acompanhamento de guias.

Pela sede em Petrópolis, é possível encontrar diversos poços para banho, 3 km de rio de águas límpidas, a cachoeira Véu da Noiva com 30 metros de queda d’água e o início da trilha dos Castelos do Açu.

Já pela sede em Teresópolis, além de piscinas naturais, existe a trilha suspensa com até 9 metros de atura com acesso para idosos e cadeirantes. Por lá, se inicia a trilha da Pedra do Sino.

Veja a lista de trilhas:

Trilha do Mozart Catão: com extensão de 800 metros e dificuldade moderada. A trilha dá acesso ao mirante Alexandre Oliveira que permite ao visitante uma bela vista de Teresópolis e do Parque Estadual dos Três Picos. O nome do mirante e da trilha são uma homenagem aos alpinistas de Teresópolis, mortos em 1998, ao serem surpreendidos por uma avalanche quando escalavam a face sul do Aconcágua, na Argentina.

Trilha Cartão Postal: com extensão de 1.200 metros e dificuldade moderada. A trilha dá acesso a um mirante com um novo ângulo de visão do Dedo de Deus e uma paisagem da cadeia de montanhas da Serra dos Órgãos. O início dessa trilha é próximo à pousada na Estrada da Barragem.

Trilha Suspensa: com extensão de 1.300 metros e grau leve de dificuldade. A trilha que começa na Praça da Barragem foi construída sobre um aqueduto com piso de madeira e corrimão, o que permite o acesso de deficientes físicos e idosos. A trilha, em nível elevado acima do chão, proporciona uma observação mais próxima da copa das árvores e belas paisagens da floresta.

Trilha Pedra do Sino: com extensão de 11.100 metros e difícil. A trilha tem início na Praça da Barragem na sede de Teresópolis e dá acesso ao ponto culminante da Serra dos Órgãos com 2.275 metros de altitude. São cerca de 6 horas de caminhada até a Pedra do Sino onde o visitante pode acampar ou permanecer no abrigo de montanha. A vista é deslumbrante, com um nascer do sol e uma visão privilegiada da cidade do Rio de Janeiro e da Baía de Guanabara.

Trilha da Primavera: com extensão de 500 metros e grau leve de dificuldade. A trilha de caminhada é para todas as idades e permite a sensação de um passeio pela mata preservada.

Cachoeira Véu da Noiva: com extensão de 3.000 metros e grau de dificuldade moderada. A cachoeira possui uma que d’água de 35 metros de altura e está localizada a 600 metros da portaria do Bonfim, após 30 minutos de caminhada. Essa parte da trilha é isenta de tarifa e o visitante paga apenas o ingresso de acesso ao parque.

Trilha Castelos do Açu: com extensão de 8.000 metros e difícil. A trilha atinge o ponto mais alto do setor de Petrópolis com 2.245 metros de altitude após uma caminhada considerada pesada. Os Castelos do Açu possuem uma interessante formação rochosa com muitas reentrâncias, o que confere ao local um aspecto peculiar. Esse ponto da montanha possui uma área de camping e um abrigo para o pernoite dos montanhistas.

Travessia Petrópolis-Teresópolis: com extensão de 30.000 metros e difícil. A travessia possui cerca de 30 Km de extensão, sendo normalmente percorrida em 3 dias. Para os pernoites, os montanhistas contam com abrigos e áreas de camping em dois locais da montanha: Castelos do Açu e Pedra do Sino. Essa travessia exige preparo físico e equipamentos adequados. Recomenda-se a presença de um guia experiente, principalmente nos campos de altitude entre os trechos Castelos do Açu e Pedra do Sino. O sentido da travessia Petrópolis – Teresópolis permite que o montanhista contemple de frente a bela vista da cadeia de montanhas da Serra dos Órgãos.

Aspectos naturais

O Parque tem a maior rede de trilhas do Brasil com mais de 130 km em todos os níveis de dificuldades.

A Serra dos Órgãos tem um importante corredor de biodiversidade da Serra do Mar e a maior porção remanescente da floresta atlântica, além de monumentos geológicos como o Dedo de Deus. A área é rica em recursos hídricos, nascentes e mananciais das bacias hidrográficas que nascem no Parque como os rios Soberbo, Caxambu, Beija-Flor, Paquequer e Roncador.

A região é rica em patrimônio genético com espécies raras e ameaçadas como: a Saudade-de-asa-cinza Tijuca condita, sapo-pulga Psyllophryne didactyla e opilião-de-ferradura-neon Graphinotus Therezopolis.

Relevo e clima

Caracterizada por sua topografia acidentada e desníveis, a Serra dos Órgãos registra altitudes que variam entre 100 e 2.275 metros, com o ponto mais alto a Pedra do Sino. Localiza-se na parte de mais altas vertentes da Serra do Mar.

A formação rochosa conhecida como Dedo de Deus é um bloco de 1.692 metros de altura é um dos destaques do Parque, assim como outros monumentos geológicos importantes: o Garrafão com 1.980 metros; a Pedra da Cruz com 2.130 metros; São Pedro com 2.234 metros; São João com 2.100 metros e Cara de Cão com 2.180 metros.

Fauna e flora

O Parque abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas, 462 espécies de aves, 105 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis, sem contar 130 animais ameaçados de extinção e espécies endêmicas que só existem lá.

Entre altitudes de 100 e 1.500 metros, a floresta Montana tem uma vegetação que atinge até 40 metros, onde é possível encontrar espécies como o baguaçu, jequitibá, canelas e canela-santa. Em altitudes até 500 metros, encontramos palmito, pindobinhas, xaxim e embaúba. Já acima de 2.000 metros, a vegetação é representada principalmente por gramíneas e espécies que crescem sobre os rochedos.

A fauna é rica e diversa. Entre os mamíferos destacam-se o muriqui (Brachyteles arachnoides), maior primata das Américas e grandes predadores carnívoros, como o puma, ameaçado de extinção. Em 2008, pesquisadores encontraram rastros da onça pintada (Panthera onca), considerada extinta na região.

Entre as aves ameaçadas estão a jacutinga e o tietê-de-coroa, ave endêmica da Serra dos Órgãos. Um cuidado que se deve ter é com as cobras venenosas, como a jararaca e jaracuçu.

Problemas e ameaças

O PARNASO possui espécies de plantas e animais de alta importância social e econômica e o valor de mercado de recursos desta Unidade de Conservação é alto.

Segundo levantamento realizado pelo Observatório de UCs da Rede WWF, a Unidade de Conservação não oferece oportunidades de desenvolvimento da comunidade mediante o uso sustentável de recursos.

Esta UC é de fácil acesso para atividades ilegais e existe uma grande demanda por recursos naturais da região. No entanto, os recursos financeiros dos últimos cinco anos não foram suficientes para o atendimento de todos os objetivos da UC.

A coleta de produtos não madeireiros que está espalhada em 15% da área do Parque tende a diminuir a médio prazo, em até 20 anos. Já a disposição de resíduos tende a aumentar no curto prazo, em cinco anos, e tem um impacto moderado sobre a UC.

Os incêndios de origem antrópica permanecem constantes e causam um impacto moderado a longo prazo. Já a caça permanece constante com alto impacto e está espalhada em 15% da área.

Fontes

Decreto nº 1.822 de 30 de Novembro de 1939 http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/imgs-unidades-coservacao/serra%20do%20orgaos.pdf

Decreto nº 90.023, de 02 de Agosto de 1984 http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/imgs-unidades-coservacao/serra%20dos%20orgaos_1.pdf

ICMBio http://www.icmbio.gov.br/parnaserradosorgaos/ http://www.icmbio.gov.br/portal/o-que-fazemos/visitacao/ucs-abertas-a-visitacao/207-parque-nacional-serra-dos-orgaos

PARNASO http://www.parnaso.tur.br/

Observatório de UCs da Rede WWF http://observatorio.wwf.org.br/unidades/cadastro/413/