Parque Nacional das Sempre Vivas

O Parque Nacional das Sempre-Vivas situa-se na Serra do Espinhaço e o nome do Parque é referência às variadas espécies de “sempre-vivas”, pequenas flores típicas da região. Abriga grandes aglomerados rochosos, um complexo mosaico de tipologias vegetais, uma grande concentração de nascentes d’água, entre elas a do Rio Jequitinhonha, e de cachoeiras.


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Parque Nacional das Sempre Vivas
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Minas Gerais
Município: Olhos-d'Água, Diamantina, Buenópolis e Bocaiúva
Categoria: Parque
Bioma: Cerrado
Área: 124.000 hectares
Diploma legal de criação: Decreto s/n° de 13 de dezembro de 2002.
Coordenação regional / Vinculação: Parna federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Contatos: Tel: (38) 3531-3266

Endereço sede:
Rua João Evaristo, nº 232 / 101.

Bairro: Polivalente. Diamantina – MG

CEP: 39100-000
Email: marcio.lucca@icmbio.gov.br

Índice

Localização

O Parque Nacional das Sempre-Vivas situa-se na Serra do Espinhaço, nos municípios de Olhos-d'Água, Diamantina, Buenópolis e Bocaiúva, no estado de Minas Gerais.

O nome do Parque é referência às variadas espécies de “sempre-vivas”, pequenas flores típicas da região.

Como chegar

Seguindo de Belo Horizonte para Buenópolis, é preciso pegar a BR-135 passando por Sete Lagoas, passando pelo povoado de Curimataí. O acesso se dá pelo distrito de São João da Chapada e depois pelo povoado dos Macacos. Detalhe para as precárias condições das estradas. Na região da Serra do Galho, dentro da Cordilheira do Espinhaço, uma antiga casa da Fazenda Kolping serve como ponto de apoio para a recém criada brigada de incêndio do parque.

Partindo da sede de Kolping por trilhas em carro tracionado, durante duas horas é possível cruzar campos rupestres e chegar à Mata do Gavião, uma floresta de árvores frondosas e mata densa, uma paisagem bem diferente das outras regiões da unidade.

É possível acessar por Diamantina, são cerca de 300 km pela BR-135, depois pela BR-259 e entrar na primeira saída para a BR-367.

Ingressos

O turismo só é permitido após autorização dos seus organismos de proteção.

Onde ficar

Hospedar-se em Buenópolis ou em Diamantina.

Objetivos específicos da unidade

O Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e turismo ecológico.

Histórico

Seu nome deriva da pequena flor conhecida popularmente como “sempre-viva”. A Unidade de Conservação está inserida em uma região de elevada importância histórico-cultural, o que levou a UNESCO a declarar o município de Diamantina, Patrimônio Cultural da Humanidade.

A região foi ocupada por milhares de garimpeiros em busca de diamantes. A região tem nos seus limites um quase desconhecido parque nacional que abriga grandes aglomerados rochosos e um complexo mosaico de tipologias vegetais.

O Parque das Sempre-Vivas foi criado em dezembro de 2002 e tem áreas com mata densa de fundo de vale, campos rupestres de altitude e uma grande concentração de nascentes, entre elas a do Rio Jequetinhonha. Atualmente o parque ainda está em fase de implantação e permanece fechado à visitação pública, qualquer incursão nesta área dever ser autorizada pela chefia da unidade em Diamantina.

Atrações

Abriga grandes aglomerados rochosos, um complexo mosaico de tipologias vegetais, uma grande concentração de nascentes d’água, entre elas a do Rio Jequitinhonha, e de cachoeiras.

Aspectos naturais

O local abriga grande concentração de nascentes de afluentes do rio Jequitinhonha, com belas quedas d'água. Segundo pesquisas, 70% das sempre-vivas do mundo estão concentradas nessa região.

No parque vivem animais ameaçados de extinção, como a onça-pintada, onça-parda, o lobo-guará, tamanduá-bandeira e o tatu-canastra.

Relevo e clima

O parque reúne diversas fitofisionomias vegetais tais como: campos limpos, sujos, matas de galeria e de encosta, cerrado típico e vegetações de transição cerrado-caatinga.

Seu relevo é heterogêneo, apresentando campos levemente ondulados, diversos afloramentos rochosos e serras, em especial a serra do Espinhaço, a qual divide as bacias dos rios São Francisco e Jequitinhonha. Os principais cursos d’água da UC são o rio Jequitaí, afluente do rio São Francisco, e o rio Jequitinhonha, que faz limite à leste da UC.

A região apresenta clima tropical úmido com temperatura anual média de 20°C.

Fauna e flora

A sede do Parque, localizada no município de Diamantina, dista cerca de 53 quilômetros da entrada principal do parque, na região de Macacos. Não possui Plano de Manejo, porém alguns inventários de fauna e flora estão sendo iniciados na UC pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

O Parque faz parte da Reserva da Biosfera do Espinhaço e não possui Conselho Consultivo.

A UC apresenta uma grande heterogeneidade ambiental e foi considerada pelo Fundo Mundial da Vida Selvagem (WWF) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como um dos centros de diversidade de plantas do Brasil em decorrência do alto grau de endemismos.

Na lista de espécies ameaçadas e protegidas nesta UC são: o lobo-guará, o gato-maracujá, o tamanduá-bandeira, o tatu-canastra e a onça-parda. A UC contém um número significativo de espécies que constam da lista brasileira e ou das listas estaduais de espécies ameaçadas de extinção.

Problemas e ameaças

A região é marcada pelo extrativismo mineral, atualmente em decadência, a criação extensiva de gado e a extração vegetal, principalmente de as sempre-vivas. Estes fatores que tem causado uma crescente deterioração das condições ambientais provocando a devastação das matas de galeria, o assoreando dos rios e o esgotamento das nascentes.

Cerca de 60% de sua área se trata de terras devolutas, onde se aguarda o resgate da mesma. Ocorre a presença de diversos posseiros, pequenas roças e fazendas, as quais não têm feito abertura de novas áreas para a produção. O principal uso da terra na região, em especial na região sul da UC, se trata de mineração de diamante e cristais, com a presença de poucas unidades rurais de produção. As atividades ilegais na UC são difíceis para monitorar.

Fontes

http://observatorio.wwf.org.br/unidades/cadastro/335/

http://www.brasil.gov.br/localizacao/parques-nacionais-e-reservas-ambientais/parque-nacional-das-sempre-vivas-2013-mg

http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/cerrado/unidades-de-conservacao-cerrado/2094

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/DNN/2002/Dnn9778.htm

https://www.facebook.com/semprevivas

www.brasilturismo.com

Plano Operativo de Prevenção e Combate aos Incêndios, Julho de 2006. https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=14&cad=rja&ved=0CIQBEBYwDQ&url=http%3A%2F%2Fwww.ibama.gov.br%2Fphocadownload%2Fcategory%2F44-p%3Fdownload%3D2333%253Ap&ei=6F7HUcShC8PJ0gGkxYCYDQ&usg=AFQjCNF503NxTmgf_2ug44_eCy5F8mCATQ&sig2=aaFBO5y5BViRhuvulTpS7Q