Parque Nacional do Araguaia

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Parque Nacional do Araguaia
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Tocantins
Município: Pium e Lagoa da Confusão
Categoria: Parque
Bioma: Cerrado
Área: 557.714 hectares
Diploma legal de criação: Decreto n° 47.570 de 31 de Dezembro de 1959; Decreto n° 68.873 de 5 de Julho de 1971; n° 71.879 de 1 de Março de 1973; e n° 84.844 de 24 de Junho de 1980.
Coordenação regional / Vinculação: Parna federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Contatos: Tel: (63) 3368-1396 / 566

Endereço sede: Av. Tancredo Neves, número 4994 Pium, Tocantins CEP: 77.570-200

Índice

Localização

O Parque está localizado no norte da Ilha do Bananal, no sudoeste de Tocantins e abrange os municípios de Pium e Lagoa da Confusão.

Como chegar

De Brasília, o acesso pode ser feito pela BR-153 (Belém-Brasília) até a cidade de Nova Rosalândia; depois seguir pela TO-255 até Cristalândia (por 30 km) e percorrer 113 km com parte em estrada de terra.

De Palmas, seguir pela TO-080 em direção a Paraíso do Tocantins e pegar a BR-153 em direção a Nova Rosalândia e seguir o mesmo percurso do indicado acima.

As cidades mais próximas da UC são Pium (a 120 km de Palmas), Cristalândia (140 km), Lagoa da Confusa (190 km) e Santa Terezinha (600 km).

Ingressos

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Onde ficar

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Objetivos específicos da unidade

O Parque tem como objetivos específicos proteger amostra representativa dos ecossistemas de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica; aves migratórias que contém amostras de ecossistemas aquáticos, como lagos internos que servem como berçários de peixes e outros organismos aquáticos (Lago Preto, Lago da Mata e do Rufino).

A UC visa a proteção de áreas de "terras altas" que servem de refúgio da fauna regional nos períodos de inundação, como a Mata do Mamão; além de promover a interação com as populações indígenas que habitam a Área Indígena do Araguaia.

Histórico

A Ilha do Bananal foi descoberta no dia 26 de julho de 1773 pelo sertanista José Pinto Fonseca, quando com seus “batedores de mato” campeavam pelos sertões atrás de malocas de índios para abater e vender como mercadoria bastante valorizada àquela época.

O sertanista deu o nome da ilha de Santana e, mais tarde, o nome foi mudado para Ilha do Bananal devido aos densos bananais existentes. Um ano após a descoberta, em 1774, José de Almeida Vasconcelos, o Visconde da Lapa, instalou na ilha um presídio para início da colonização e garantir a navegação no rio Araguaia.

Os índios Carajás ficaram vários anos em contato com o homem branco e viram surgir uma rede de guarnições militares, diversos núcleos de comércio ativo e até colégios, criados especialmente para seus filhos. Essa euforia não durou 20 anos.

No final do século 19, os três grupos indígenas se dividiam, Carajá, Xambioá e Javaés perfaziam cerca de 4.000 índios.

O nome do Parque Nacional do Araguaia se deve ao rio Araguaia, que se divide em dois braços formando a Ilha do Bananal.

Atrações

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Aspectos naturais

O Parque tem uma grande rede de drenagem formada por rios de médio e grande porte. Na época das cheias, a área fica recoberta pelas águas, com exceção da parte conhecida como Torrão, onde se situa a sede do Parque.

Relevo e clima

Formado pela deposição de sedimentos trazidos pelos rios, o relevo da ilha do Bananal é baixo e plano, com altitudes entre 171 e 239 metros.

A área é uma planície formada por sedimentos quaternários periodicamente inundadas pelas cheias dos rios Araguaia e Javaés. O clima é quente semi-úmido e com temperaturas em média de 30°. Os meses mais quentes são setembro e outubro e os mais frios, junho e julho.

Fauna e flora

Entre as espécies mais comuns na área estão a maçaranduba. açoita-cavalo, pau-d'alho, canjeranas, pau-terra, pequi e piaçava, além de vários tipos de palmeiras e orquídeas.

Já em relação à fauna, a predominância é de espécies ligadas ao meio aquático, como o pirarucu, tucunaré e surubim, além de diversos tipos de piranha.

Entre os mamíferos destacam-se o cervo-do-pantanal, que é o maior cervídeo neotropical; a ariranha, ameaçada de extinção em algumas regiões, onça-pintada, e tamanduá-bandeira.

Há ainda muitas espécies de aves, entre as quais a arara-azul, harpia ou gavião-real, tucano-açu, uirapuru, mutum, ema, maguaris e águia-pescadora.

Problemas e ameaças

As principais ameaças à UC são os constantes incêndios florestais, o uso indevido dos recursos naturais, a proximidade de projetos de irrigação, a deficiência de infraestrutura e equipamentos para fiscalização preventiva, e ainda o conhecimento insuficiente sobre a diversidade biológica. A criação de gado, pesca e caça predatórias, além do uso do fogo são as principais atividades conflitantes.

Fontes

http://observatorio.wwf.org.br/unidades/cadastro/379/

http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/cerrado/unidades-de-conservacao-cerrado/2096-parna-do-araguaia

Decreto de Criação: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/imgs-unidades-coservacao/parna_araguaia.pdf

Plano de Manejo: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/imgs-unidades-coservacao/parna_araguaiaa.pdf

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-parques-nacionais-brasileiros/parque-nacional-do-araguaia.php