Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba

O Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba é uma Unidade de Conservação, de proteção integral, criada pela Prefeitura de Santo André em 05/06/2003 para conservar os recursos naturais de 426ha de Floresta Atlântica Densa Sempre Verde de Encosta da Mata Atlântica no entorno da Vila Histórica de Paranapiacaba. Em uma área de mais de quatro milhões de m², encontram-se uma grande riqueza da fauna e flora local, espécies endêmicas de altitudes acima de 900m (exemplo a borboleta Actinote zikani), espécies recém-catalogadas (exemplo Hylodes caete em 2017). Outra atração local são as nascentes do Rio Grande, principal formador da represa Billings e do Rio Pinheiros, importância esta que dá nome à Unidade de Conservação. O parque conta com seis trilhas abertas que tem visitas controladas, realizadas com acompanhamento de monitores ambientais credenciados no âmbito da Resolução SMA032/98. Os monitores são moradores do local, capacitados pela Prefeitura de Santo André em parceria com a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo e Instituto Florestal - SMA, e estão habilitados a receber os visitantes para mostrar a beleza da área. O Parque está aberto de terça-feira a domingo, das 9h às 16h.

Fique por dentro das novidades do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba no Blog do WikiParques


Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba
Esfera Administrativa: Municipal
Estado: Sao Paulo
Município: Santo André (SP)
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 426 hectares
Diploma legal de criação: Decreto Municipal nº 14.937 de 05 de Junho de 2003
Coordenação regional / Vinculação:
Contatos: Gerência de Unidades de Conservação - Secretaria de Meio Ambiente - Prefeitura de Santo André

Gestor: Leandro Wada. Contato: 4439-1300

Índice

Localização

A Unidade de Conservação localiza-se ao redor de mais duas UC, a Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba e o Parque Estadual da Serra do Mar, contribuindo na formação de um extenso corredor ecológico voltado a conservação da Mata Atlântica, integrante às Zonas Núcleo da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo e Reserva da Biosfera da Mata Atlântica através do Programa Man and Biosphere da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Como chegar

De carro: Seguir a Rodovia Adib Chamas - 122 até a Parte Alta, onde há amplo estacionamento para carros particulares;

De transporte público: Ir até a última estação (Linha 10 Turquesa da CPTM) Rio Grande da Serra, neste município informar-se sobre o ponto de ônibus onde embarcará no ônibus 424 - Paranapiacaba da Viação Ribeirão Pires, que tem como ponto final a parte alta da Vila de Paranapiacaba.

Ingressos

O Parque é aberto à visitação pública de terça a domingo, das 09h00 às 16h00. As visitas só podem ser realizadas com o acompanhamento de monitores credenciados. Conta com um Centro de Visitantes, localizado na Rua Direita, 371, subindo a primeira rua após a passarela.

Os serviços custam de R$20,00 à R$45,00 por visitante, já inclusas as taxas da UC.

Onde ficar

Existem diversas pousadas e Bed and Breakfast pela vila. Os empreendimentos listados abaixo são parceiros do Guia Paranapiacaba, portanto não expondo a totalidade: https://www.guiaparanapiacaba.com/pousadas-b-b-paceiras

Objetivos específicos da unidade

Assegurar a conservação dos recursos naturais e sua biodiversidade. Essa grande gleba de 426ha foi adquirida pela Prefeitura de Santo André junto a compra da área urbanizada de Paranapiacaba no ano de 2002.

Histórico

Atrações

Pela proximidade da Serra do Mar, por seu clima, com a neblina típica, e pelas sua belezas naturais, o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba possui potencial para atividades voltadas para o uso público, como esportes na natureza, caminhadas em trilhas, estudo de meio, interpretação, recreação e educação ambiental.

Atualmente o parque possui 5 trilhas abertas a visitação e 2 Núcleos de Interpretação Ambiental.

Núcleos de Interpretação Ambiental

  • Olho d’água

O Olho d’água é uma área de interpretação ambiental que possui duas trilhas para caminhadas: a Trilha das Hortênsias e Trilha dos Gravatás.

No local o visitante poderá conhecer a integração entre a engenharia inglesa e a natureza. O sistema de abastecimento de água foi construído juntamente com a Vila Martin Smith. A água é coletada diretamente nas nascentes e atualmente abastece a parte baixa da Vila de Paranapiacaba.

Na época da construção parte do sistema abastecia as máquinas do sistema funicular e outra parte era destinada para o abastecimento das casas.

  • Tanque do Gustavo

Neste outro Núcleo de Interpretação Ambiental é possível conhecer o sistema de abastecimento de água das máquinas do sistema funicular.

Atualmente a água abastece a Parte Alta da Vila de Paranapiacaba.

O nome Tanque do Gustavo foi atribuído em homenagem ao alemão Gustavo Hartmann, empreiteiro da SPR que construiu o reservatório.

Trilhas

  • Trilha das Hortências

Possui 325m de extensão e pode ser percorrida em aproximadamente 30 minutos. É considerada de grau médio de dificuldade devido sua declividade (de 15º a 20º) . Nela, o visitante pode observar plantas ormanentais exóticas, como a hortênsia, de origem asiática, alem de conhecer o tratamento dado à água que abastece a parte baixa da Vila.

  • Trilha dos Gravatás

Possui 389m de extensão e pode ser percorrido em aproximadamente 30 minutos. É considerada de grau fácil de dificuldade, possuindo declividades de até 15º. Percorre-la é um passeio bastante agradável em virtude da sombra das copas das árvores. Recebe este nome por conta da presença de caraguatás e gravatás no entorno.

  • Trilha da pontinha

Acompanha o percurso do rio Grande, possuindo aproximadamente 1090m de extensão com 1h de caminhada. Tem início na estrada de Paranapiacaba e fim na via de manutenção para o Tanque do Gustavo.

A caminhada é fácil (declividade de 15º) e pode-se apreciar parte do antigo sistema de abastecimento de água da 5 máquinas fixas do segundo sistema funicular, que atualmente abastece parte da parte Alta da Vila.

  • Trilha do Mirante

Acompanhando a encosta da serra, por dentro da mata, a trilha de possui cerca de 1.185m de extensão que podem ser percorridos em aproximadamente 1h. Possui grau fácil de dificuldade e declividade de até 15º.

O principal atrativo é o mirante, que está cerca de 1.000 km de altitude, no limite com o Parque estadual da Serra do Mar, núcleo Itutinga-Pilões, possibilitando a visão da Baixada Santista e do mar, do complexo rodoviário Anchieta-Imigrante e o pólo industrial de Cubatão.

  • Trilha da Comunidade

Partindo do final da trilha da Água Fria e com 1.569 m de extensão, esta trilha dá acesso à um dos pontos mais altos do Parque, podendo ser percorrida em aproximadamente 2h.

É uma caminhada difícil, com desnível de 276 m e declividade acima de 30º, durante e qual pode-se observar bromélias e orquídeas. No alto do morro, encontram-se ruínas que dizem se tratar de uma antiga comunidade alternativa da década de 1970. Pelo local, passa a divisa de três municípios: Santo André, Santos e Mogi das Cruzes.

Aspectos naturais

O bioma Floresta Atlântica Densa Sempre Verde de Encosta, segundo Coutinho.L.M, ou Floresta Ombrofila Densa, ecossitema da Mata Atlântica é a fitofisionomia predominante no entorno da Vila de Paranapiacaba, assim como nas outras duas Unidades de Conservação justapostas. Sua altitude, latitude e longitude influenciam radicalmente na formação deste bioma, pois situa-se muito próximo ao litoral sul paulista em altitudes entre 780m e 1.174m aima do nível do mar, características que faz de Paranapiacaba um dos territórios com maior índice de chuvas da Mata Atlântica, sendo então comum chuva orográfica ou nevoeiros que duram dias.

Relevo e clima

Clima Tropical Úmido (Köppen), média anual de chuvas varia entre 3.000 e 4.000 milímetros, sendo janeiro o mês mais chuvoso (>380mm) e junho o mais seco (<150mm). "A temperatura média do ar nos meses mais quentes é de 22ºC e de 18ºC nos meses mais frios." Prefeitura de Santo André.

Fauna e flora

Dentre os diversos estudos realizados nesta área alguns dados foram publicados no Atlas do Parque (2008) e no Plano de Manejo (2012), neste último estudos apontam riqueza, raridade e outros aspectos importantes tanto para fauna, quanto para flora. Sendo conciso neste tópico, vale ressaltar que fauna e flora são muito semelhantes às outras áreas da Mata Atlântica do sudeste paulista, por este motivo seguem abaixo dados sobre Avaliação Ecológica Rápida publicada no Plano de Manejo (2012).

Flora: A trilha da Pontinha é uma das mais visitadas, principalmente no período do verão, em que tanto turistas quanto moradores frequentam o local com o objetivo de banhar-se podendo rapidamente retornar a vila. Nesta trilha com trechos de veredas , o estágio de regeneração situa-se entre inicial e médio, com 50% de espécies pioneiras, 4% de espécies ameaçadas de extinção, e baixa fragilidade ambiental. Esse trecho só fica 3% abaixo da trilha da Caixa do Gustavo no quesito porcentagem de espécies pioneiras. Já a trilha com mais alta riqueza, situa-se no Núcleo Olho d'água com estágio de regeneração avançado, 30% de espécies pioneiras e 11% de espécies ameaçadas de extinção, sendo um dos espaços com maior fragilidade ambiental. (Ekis Brasil, 2012)

Problemas e ameaças

Um dos maiores problemas atuais é invasão da área para camiping ou mesmo burlar as guaritas para percorrer as trilhas sem monitores ambientais alegando-se conhecer bem a floresta. Não há problemas fundiários, reduziu-se muito a caça de animais para consumo ou criação, assim como é evidente perceber que também reduziu-se a extração de palmeira-jussara. Uma ameaça é emissão de poluentes provenientes das industrias do Polo Industrial de Cubatão, o que atingiu as áreas de Paranapiacaba nas décadas 70-80 e em janeiro de 2017.

Fontes

Prefeitura de Santo André

Prefeitura de Santo André