RPPN Rio das Lontras

Chris é catarinense de Itajaí; Fernando é paulista de Pindamonhangaba. Casaram em 90. Dois filhos, Fernanda e Tom. Em 2002 adquirem uma linda área preservada nas cidades de Águas Mornas e São Pedro de Alcântara coberta de Mata Atlântica – o bioma recordista em biodiversidade e segundo mais ameaçado do planeta - para ali criarem uma unidade de conservação em caráter perpétuo: a RPPN Rio das Lontras!


RPPN Rio das Lontras
Esfera Administrativa: Particular
Estado: Santa Catarina
Município: São Pedro de Alcântara
Categoria: Reserva Particular do Patrimônio Natural
Bioma: Mata Atlântica
Área: 20 hectares
Diploma legal de criação: Portaria nº 34 de 03 de abril de 2005 e Portaria nº 49, de 14 de maio de 2009.
Coordenação regional / Vinculação: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Coordenação Regional

do ICMBio em Florianópolis - CR9

Contatos: rppn rio das lontras@gmail.com

Telefones: (47) 3359-1655 - (47) 8474-0450

Índice

Localização

Distante cerca de 50 km de Florianópolis, nas cidades de São Pedro de Alcântara e Águas Mornas.

Como chegar

O município de São Pedro de Alcântara se localiza na região da Grande Florianópolis, a 36 km da capital catarinense e sua principal via de acesso é a BR 282.

Ingressos

Visitação agendadas apenas para pesquisas.

Onde ficar

Pousadas e rede hoteleira na região.

Objetivos específicos da unidade

Educação ambiental, preservação e pesquisas.

Histórico

LINHA DO TEMPO

2002 – Adquirido a área de 27,7 hectares; 2003 – Solicitado criação da RPPN ao IBAMA; 2004 – Ziraldo Alves Pinto cria e batiza a logomarca da RPPN; 2005 – Portaria Nº 34 cria a RPPN Rio das Lontras; 2005 – A RPPN Rio das Lontras promove o lº Encontro de Proprietários de RPPN de Santa Catarina, culminando na criação da Associação Estadual de RPPN; 2006 – Cadeira no CONSEMA, o Conselho Estadual de Meio Ambiente; 2007 – Aprovado projeto no V Edital do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica; 2007 - Lançado a proposta da criação do “Dia Nacional da RPPN”; 2008 – Declaração de Utilidade Pública pela Lei Municipal Nº 508 do município de São Pedro de Alcântara; 2008 – Aprovado projeto no VI Edital do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica; 2008 – Assinado Termo de Parceria com a empresa PROSUL; 2009 – Gravação do documentário “Mundo Selvagem”; 2009 – Portaria Nº 40 do ICMBio amplia a área da RPPN; 2010 – Portaria Nº 22 aprova o Plano de Manejo da RPPN Rio das Lontras; 2010 – Prêmio Preservação Ambiental ADVB; 2011 - Prêmio Destaque RPPN no IV Congresso Brasileiro de RPPN realizado na cidade de Porto Alegre; 2011 – Prêmio Expressão de Ecologia, o maior prêmio ambiental do sul do país; 2012 – Assinado Protocolo de Intenções com o Instituto Ecofuturo; 2014 - Projeto “Viva as Lontras”; 2015 - Câmara dos Deputados aprova o dia 31 de janeiro como o Dia Nacional da RPPN; 2015 - Exposição “Viva as Lontras” em Piracicaba; 2016 - Projeto de Lei no Senado institui a data de 31 de janeiro como o “Dia Nacional da RPPN”.

Atrações

Cachoeira com mais de 80 metros de quedas; nascentes de águas cristalinas; pequenas cidades do entorno com grande viés histórico e de águas termais.

Aspectos naturais

É uma linda área preservada entre as cidades de Águas Mornas e São Pedro de Alcântara totalmente coberta de Mata Atlântica – o bioma recordista em biodiversidade e segundo mais ameaçado do planeta. Com mais de 277 mil m² de área total, o terreno possui ricos atributos naturais paisagísticos, com sua Floresta Ombrófila Densa Montana, lindas cachoeiras, fauna e flora das mais diversificadas e uma ótima condutividade florestal, ainda muito bem preservada no seu relevo acidentado. Suas diversas nascentes de águas cristalinas deságuam no rio Caldas do Norte, afluente do rio Cubatão do Sul, que abastece toda a Grande Florianópolis. Tem ao sul a proximidade do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e seus mais de 90 mil hectares protegidos, formando um mosaico de ecossistemas e corredores ecológicos da maior importância para a manutenção da diversidade biológica.

Relevo e clima

O clima é classificado como Cfa, mesotérmico úmido com verão quente definido. A temperatura média anual é de 20°C, sendo a média de temperatura do mês mais quente 25°C (janeiro) e a temperatura do mês mais frio 16°C. A precipitação anual na região é de 1.390 mm, bem distribuída durante o ano (IDE et all., 1980). Segundo a classificação de Thornthwait, os dados climatológicos da estação estudada revelam que a região classifica-se de clima úmido, mesotérmico e sem déficit de água durante o ano (SILVA JR 2007). As variações de temperatura na região ocorrem em função da influência do Oceano Atlântico, que se comporta como um regulador térmico. A média anual de temperatura gira em torno de 20,5ºC e as precipitações totais mensais médias da região atingem 192mm (janeiro). Os meses de maior evapotranspiração correspondem aos de verão, onde se têm a maior temperatura e insolação (SILVA JR 2007). A precipitação apresenta uma redução de abril até junho; a partir de julho até dezembro tem-se um crescimento das chuvas chegando a valores máximos em janeiro e fevereiro (SILVA JR 2007). A precipitação máxima de 24 horas assim como o número de dias mensais com precipitação também possui comportamento semelhante aos totais precipitados, onde de janeiro a março (estação de verão) tem-se os maiores valores, reduzindo-se de abril a julho. Após o mês de agosto volta a haver o incremento de seus valores chegando-se a máximos respectivos em fevereiro (59,8mm) e janeiro (16,7 mm) (SILVA JR 2007). Não se nota a ocorrência de temperaturas mínimas absolutas abaixo de zero nos meses mais frios como junho, julho e agosto, não verificando a probabilidade de geadas. A menor temperatura absoluta ocorrida foi no mês de agosto com 1,3ºC; nos demais meses as temperaturas, em média, são maiores que 13ºC, não havendo probabilidade considerável da ocorrência de tais fenômenos críticos (SILVA JR 2007).

Fauna e flora

As diversas pesquisas realizadas na RPPN Rio das Lontras comprovam uma diversidade biológica impressionante, com sua floresta ombrófila densa montana, rica em canelas, perobas, figueiras, sassafrás, ingás e palmitos, além de centenas de espécies de orquídeas, bromélias, samambaias, xaxins, liliáceas e outras. Já na fauna destacamos os guaxinins, quatis, tatus, gambás, cuícas, ouriços, esquilos, jaguatiricas, pumas e lontras. Além de uma variedade de pássaros, como os tucanos, pica-paus, arapongas, tangarás-dançador, saíras, cais-cais, gralhas, tecelões, sabiás, jacus e macucos. E ainda répteis e insetos que são um espetáculo à parte.

Problemas e ameaças

A ausência de uma sede e de um Programa de Proteção possibilitam a caça, a extração de palmitos e outras formas de agressões ambientais. É necessário haver projetos de Educação Ambiental no entorno e a melhor divulgação das ações da RPPN.

Fontes

Plano de Manejo RPPN Rio das Lontras - disponível em http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-planos-de-manejo/rppn_rio_das_lontras_pm.pdf

A RPPN Rio das Lontras foi a primeira do sul do país em conseguir aprovar seu Plano de Manejo junto ao ICMBio, em 2009. Desde então seus proprietários buscam apoios e parcerias para a sua devida implementação, incluindo uma Escola de Educação Ambiental.