Área de Relevante Interesse Ecológico Mata de Santa Genebra

A ARIE Mata de Santa Genebra é considerada a maior floresta urbana da Região Metropolitana de Campinas. A unidade foi criada em 1985 e possui 251 hectares que ajudam a proteger um remanescente de Mata Atlântica no estado de São Paulo. A ARIE está localizada entre os municípios de Campinas e Paulínia, e abre para visitação nos finais de semana.

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Área de Relevante Interesse Ecológico Mata de Santa Genebra
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Sao Paulo
Município: Campinas (SP), Paulínia (SP)
Categoria: Área de Relevante Interesse Ecológico
Bioma: Mata Atlântica
Área: 251,7 hectares
Diploma legal de criação: Decreto nº 91.885 de 05 de novembro de 1985
Coordenação regional / Vinculação:
Contatos:

Gestor: Pedro Henrique Delamain Pupo Nogueira
Endereço: Rua Mata Atlântica, 447
CEP: 13082755
Bairro: Bosque de Barão
UF: SP
Cidade: Campinas
Site: www.santagenebra.org.br
Telefone: (19) 37497200
E-mail: contato.fundacao@santagenebra.org.br

Índice

Localização

Como chegar

Ingressos

Período para a visitação: Sábado a Domingo, 09:00 as 12:00

Visitação permanente todo último domingo do mês, das 09h00 às 12h00. Esporadicamente, trilha noturna, em noite de lua cheia. Mediante prévia marcação, a unidade recebe escolas e demais entidades de ensino de segunda a sexta feira.

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Histórico

Ainda pertencente ao que restou da propriedade originalmente conhecida como Fazenda Santa Genebra, a Mata de Santa Genebra teve seu nome derivado do nome da propriedade. A fazenda, cujo proprietário original foi o Barão Geraldo de Resende, era muito extensa, abrangendo o Distrito de Barão Geraldo e algumas áreas da Cidade de Campinas, atualmente do outro lado da Rodovia Dom Pedro I.

             O Barão era um homem visionário, e sua fazenda era considerada modelo em tecnologia na plantação de café. Porém, ao investir em novas tecnologias, o Barão foi à falência, e suas terras foram a leilão. Uma das famílias compradoras, a família Oliveira, manteve intacta a área de mata. O proprietário, Sr. José Pedro de Oliveira, sofria de tuberculose e acreditava que dentro da mata conseguia respirar melhor. Após a sua morte, a fazenda foi dividida entre os herdeiros, e a viúva, Sra. Jandyra Pamplona de Oliveira, concretizou a doação da mata ao Município em 1981, enfatizando seu desejo de que fosse conservada. Uma vez criada, a ARIE manteve o nome de Mata de Santa Genebra.
             O Termo de Doação da Mata de Santa Genebra ao Município de Campinas foi assinado no mesmo dia da criação da FJPO ( Fundação José Pedro de Oliveira), por meio da Lei Municipal no. 5118, de 14 de julho de 1981. Esta Lei instituiu a FJPO e determinou o uso da Mata para fins estritamente científicos e culturais. A área da Mata de Santa Genebra foi tombada em 1983 como Patrimônio Natural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT), por meio da Resolução n° 03, de 03 de fevereiro de 1983. Em 1985 foi declarada Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) por meio do Decreto Federal no 91.885, de 05 de novembro de 1985. Foi tombada novamente como Patrimônio Natural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (CONDEPACC), por meio da Resolução n° 11, de 29 de setembro de 1992. Por ser uma UC federal, a ARIE Mata de Santa Genebra é subordinada ao Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente que administra as UC federais. O ICMBio, a PMC e a FJPO firmaram em 23 de fevereiro de 2010 o Termo de Reciprocidade no 01/2010 referente ao processo administrativo 10/10/3261, que estabelece a gestão compartilhada da ARIE.

Atrações

Uma das principais atrações da ARIE é o Borboletário, que foi implantado no final de 2000 e tem como objetivo o estudo científico de espécies de borboletas de Mata Atlântica e também educação ambiental, mostrando que os insetos são partes relevantes da fauna da Mata e são fundamentais para o equilíbrio deste ecossistema. O Borboletário ocupa atualmente uma área total de 3.027,88 m². O Complexo do Borboletário é constituído por uma casa de criação de borboletas, casa das borboletas, um jardim e um pequeno viveiro de plantas para alimentação das lagartas.

A criação das espécies estudadas inicia-se com a coleta de ovos dentro do Viveiro de Borboletas, uma estrutura de 380 m2 revestida de tela de sombreamento para acondicionar as espécies estudadas em ambiente natural e controlado. Seu interior é composto por plantas que florescem durante grande parte do ano. As borboletas se alimentam do néctar produzido por estas plantas, que servem também para que as fêmeas depositem seus ovos. Posteriormente os ovos são transferidos para a Casa de Criação.

Aspectos naturais

Bioma Mata Atlântica. Floresta Estacional Semidecidual (FES). Além de floresta de terra firme (92% da área da UC) ocorrem áreas de floresta paludosa ou brejosa (8%). Ao longo da extensão desses dois ecossistemas, ocorrem diferentes expressões de comunidades vegetais, também com composições florísticas e estruturais distintas entre si, assim como em sua geomorfologia e solo local. A UC representa um remanescente de FES que está inserido na área central de uma paisagem altamente antropizada - a Região Metropolitana de Campinas-SP. As perturbações antrópicas e naturais provocaram e provocam degradações nas comunidades vegetais naturais e hoje é possível encontrar diferentes estágios sucessionais nessas comunidades, principalmente a vegetação secundária no ecossistema da floresta de terra firme.

Relevo e clima

Relevo

As formas predominantes do relevo são convexas, porém muito suavizadas e com rampas extensas, cujas declividades raramente ultrapassam 7%. A altitude vai de 585 a 615 m. (IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico-SP). Essas condições são propícias ao desenvolvimento de solos profundos e maduros, especialmente se se considerar o tempo geológico extenso nas regiões tropicais úmidas, garantindo uma intensa transformação dos materiais superficiais, que conduz à individualização de latossolos. As pequenas áreas de topografias mais baixas são aquelas decorrentes da incisão da rede de drenagem, que promove o rejuvenescimento do relevo, em cujas cercanias podem instalar-se processos de alteração do solo pela ação da água, nas dependências das flutuações do lençol freático.

Solo

O levantamento pedológico foi efetuado com o objetivo de determinar as características morfológicas, granulométricas e químicas dos solos ocorrentes na UC. Através da análise dos resultados, verificou-se que cerca de 80% de sua superfície é ocupada pelo Latossolo Vermelho Escuro álico textura argilosa, e o restante pelo Podzólico Vermelho Amarelo distrófico textura médio-argilosa, com inclusões de solos hidromórficos (Glei). As observações de maior detalhe feitas dentre os fatores pedogenéticos mencionados foram relativas ao material de origem (ligadas às diferentes litologias) e ao relevo, uma vez que outros fatores poderiam ter uma influência praticamente uniforme, dada à pequena extensão da área e a cobertura de vegetação (Aguiar, 1995).

Geologia

A geologia está representada pela presença de rochas do Pré-Cambriano (embasamento cristalino), do Carbonífero-Permiano (Grupo Tubarão), do Permiano (Formação Irati), das intrusões diabásicas do Mesozóico e ainda de materiais do Cenozóico. O nível altimétrico de 585 a 615 (IGC - Instituto Geográfico Cartografica-SP) assinala o limite entre os sedimentos da Formação Itaré, situados abaixo (sedimentos clásticos grosseiros, arenitos, aglomerados e siltitos) e os depósitos argilosos modernos situados acima, que são os referidos materiais do Cenozóico.

Hidrologia

Os municípios de Campinas e Paulínia localizam-se na bacia do Rio Tietê. A parte norte é atravessada pelos rios Jaguari e Atibaia, formadores do rio Piracicaba, a partir das suas confluências no município de Americana. Na parte oeste de Campinas destaca-se o ribeirão Quilombo, indo desaguar no rio Piracicaba após percorrer outros municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Na porção sul, Campinas é atravessada pelo rio Capivari, afluente direto do rio Tietê. A rede de drenagem interna do município de Campinas é bastante densa, toda convergente para as três grandes sub-bacias do Atibaia/Jaguari, Quilombo e Capivari, e responsável pelo esgotamento e transporte das águas pluviais e servidas. O Distrito de Barão Geraldo, em Campinas, onde se encontra a UC, está localizado na bacia do Rio Atibaia e a área está dividida em cinco bacias hidrográficas. Todas essas bacias extrapolam os limites administrativos do Distrito, possuindo suas nascentes e parte de seus cursos em outras zonas do município ou mesmo em outros municípios. As cinco bacias são: bacia do Ribeirão das Pedras, bacia do Ribeirão Anhumas, bacia do Córrego da Fazenda Monte Doeste, bacia do Ribeirão Quilombo e Setor de Drenagem do Rio Atibaia.

Fauna e flora

Problemas e ameaças

Fontes

ICMBio

CNUC

Plano de Manejo

http://www.fjposantagenebra.sp.gov.br/