Parque Natural Morro do Osso



Parque Natural Morro do Osso
Esfera Administrativa: Municipal
Estado: Rio Grande do Sul
Município: Porto Alegre
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 127 hectares
Diploma legal de criação: Lei Complementar nº 334 de 27 de dezembro de 1994.
Coordenação regional / Vinculação: Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMAM
Contatos: Endereço: Rua Irmã Jacobina Veronese, s/nº

Telefone: (51) 3263-3769 e 3289-5071 Horário de Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 8h às 18h

Índice

Localização

O Parque Natural Morro do Osso (PNMO) está localizado no Morro do Osso (30º07’S, 51º14’W), na porção sudeste do município de Porto Alegre, próximo à margem leste do Lago Guaíba, estando em área intermediária entre as avenidas Cavalhada e Coronel Marcos. Os bairros que cercam sua área, em maior ou menor extensão urbanizada, são Tristeza, Ipanema, Camaquã e Cavalhada.

Como chegar

o acesso ao Parque Natural Morro do Osso é facilitado pela existência de vias calçadas em suas duas entradas: a entrada principal, que oferece acesso através da Avenida Cavalhada, dobrando-se na Rua Adão Juvenal de Souza, logo continua-se pela rua Carlos de Paula Couto e, à esquerda dobra-se para a rua Jacomina Veronese, onde encontra-se a sede do Parque. A outra entrada, conhecida como Sétimo Céu, tem acesso pela Avenida Wenceslau Escobar até a rua Professor Padre Werner, porém apenas é permitida a entrada de pedestres e ciclistas, não havendo, no momento estrutura para recepção de visitantes.

Ingressos

Visitas orientadas podem ser agendadas por instituições de ensino e pesquisa.

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Propiciar a proteção do meio ambiente, permitindo o contato e a integração da população com a área natural, juntamente com a proteção dos locais com elevada importância ambiental, permitindo a visitação da população em locais apropriados, onde a integridade da biodiversidade não fique comprometida.

Histórico

A criação do Parque Natural Morro do Osso foi resultante de uma demanda da população, em especial dos moradores dos bairros lindeiros e de ambientalistas. Em vários atos públicos na metade da década de 1980, eles reivindicaram a criação do parque, devido ao variado conjunto de atributos naturais e embasados no Plano Diretor vigente na época, que classificou o local como “área de preservação ecológica”

A área do morro, principalmente em seu topo e em algumas encostas foi, até a década de 1980, alvo de exploração de pedreiras. Estas atividades eram, invariavelmente, acompanhadas por queimadas, corte de vegetação e abertura de vias para o transporte das pedras feito por caminhões e carroças. Ainda são testemunhos desse período vários blocos de granito partidos por dinamite, de grande ou pequena dimensão, tanto no sub-bosque como e locais de campo.

A partir da década de 90, um dos maiores problemas para o Morro do Osso passou a ser a expansão urbana, que praticamente cercou a área prevista para parque, tornando-a insular, com a retirada de vegetação florestal.

A criação do Parque se deu com a aprovação da Lei Complementar 334 de 27/12/1994 e da Lei 8.155 de 12/05/1998. Dentre as ações necessárias foram realizadas a construção da sede administrativa, o remanejamento de servidores e o convênio de pesquisa para elaboração desse plano de manejo. O novo Plano Diretor de Diretrizes Urbano Ambiental (PDDUA) ampliou a área para 127 hectares.

Atrações

Os visitantes poderão curtir as trilhas existentes na unidade de conservação.

Aspectos naturais

O PNMO possui um remanescente de floresta higrófila na porção sul, com espécies ameaçadas da Floresta Atlântica (Floresta Ombrófila Densa), destacando-se a presença do sobraji (Colubrina glandulosa). No município, é o local que concentra maior número corticeiras-da-serra (Erythrina falcata). A presença de bugios (Allouatta guariba clamitans) na área do parque também é significativa e reforça a necessidade e a grande importância de existirem corredores ecológicos para o trânsito genético.

Relevo e clima

O relevo da região é maciço.

O clima é subtropical úmido, com temperaturas médias compreendidas entre -3ºC e 18ºC para o mês mais frio e superiores a 22ºC para o mês mais quente, com a precipitação bem distribuída durante o ano (sem período seco). A temperatura média anual de Porto Alegre é de 19,5ºC e a precipitação média anual chega a cerca de 1300 mm.

Fauna e flora

Constata-se a existência de grande diversidade de fauna no Morro do Osso. Entre os anuros, destacam-se sapo de cova (Bufo dorbignyi), perereca do banhado (Hyla pulchella), rã criola (Leptodacylus ocellatus) e rã chorona (Physalaemus gracilis). Entre os répteis encontram-se lagartos de papo amarelo (Tupinambis merianae), lagartixa verde (Teius oculatus), serpente papa-pinto (Philodryas patagoniensis), coral verdadeira (Micrurus altirostris) e jararaca pintada (Bothrops neuwiedi).

Além dessas espécies, no Morro do Osso foram registrados cerca de 65% da avifauna encontrada em Porto Alegre. Pode-se visualizar espécies de mata aberta, de borda de mata e campo, destacando-se o sabiá-ferreiro (Turdus subalaris), juruvia (Vireo olivaceus), pula-pula (Basileuterus culicivorus) e pica-pau (Veniliornis spilogaster). Além disso, o local abriga aves raras, como o gaviãozinho (Accipiter striatus), o gavião-rabo-curto (Buteo brachyurus) e o beija-flor-de-topete (Stephanoxis lalandi).

Alguns mamíferos, como pequenos roedores e espécies raras como o bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans) e o ouriço-cacheiro (Sphiggurus villosus) também foram identificadas no local.

Em relação à flora, Aproximadamente 60% da vegetação natural do Morro do Osso é constituída por formações florestais de dois tipos: a floresta alta e a floresta baixa. O restante é constituído por comunidades herbácea-arbustivas, formadas pelos campos pedregosos e pelas capoeiras e vassourais. Na floresta alta e úmida, com forte influência da Mata Atlântica, destacam-se a figueira-purgante (Ficus insipida), a canela-ferrugem (Nectandra oppositifolia) e a corticeira-da-serra (Erythrina falcata).

A floresta baixa geralmente ocupa os topos ou as encostas superiores do morro é representada pela capororoca (Myrsine umbellata), a aroeira-brava (Lithraea brasiliensis), o branquilho (Sebastiania commersoniana ) e o camboim (Myrciaria cuspidata).

O Morro do Osso apresenta também algumas espécies arbóreas sob possível ameaça de extinção, como a canela preta (Ocotea catharinensis) e a corticeira-da-serra. Além disso, ocorrem espécies com distribuição muito restrita em Porto Alegre, como o sobraji (Colubrina glandulosa).

Problemas e ameaças

Incontrolável processo de expansão urbana prejudicando a conservação e a proteção da fauna e da flora.

Fontes

Plano de Manejo: http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/smam/usu_doc/plano_de_manejo_morro_do_osso_com_anexos.pdf